RadarPOP Episódio 20 – Oscagay 2006
março 4th, 2006 by Cristiano Dias | Filed under Podcast.Depois de várias dificuldades técnicas e de agenda, voltamos! E nada melhor do que um RadarPOP totalmente especial falando dos dois assuntos que dominarão o fim-de-semana: Oscar 2006 e a segunda temporada de Lost no AXN. (com Lost na Globo na reta final da primeira temporada)
Alexandre Maron foi a Los Angeles e entrevistou o elenco de Lost (e várias outras séries que, em breve, você vai curtir por aqui). Você vai ouvir declarações de Dominic Monaghan (o Charlie), Matthew Fox (Jack), Evangeline Lilly (Kate), dos produtores e roteiristas Damon Lindelof e Carlton Cuse e de Adewale Akinnuoye-Agbaje, o Mr. Eko, novo personagem que aparece na segunda temporada aprontando uma tremenda confusão com uma galerinha do barulho. (pronuncie corretamente esse nome e ganhe uma mariola). Se você clicar por aqui vai poder conferir o texto da entrevista devidamente traduzido.
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Duração: 51min 26seg, 35,3 Mb
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Transcrição e tradução das entrevistas:
Alexandre: Vocês conversam sobre o segredo da ilha?
DOMINIC MONAGHAN: Sim. De vez em quando. Uso muito a internet, vejo deviersos forums e coisas do tipo. Eu estava lendo sobre o episódio de Adewale. No flashback falamos do salmo 23. No episódio, dizemos “Eu caminho pelo vale da sombra da morte” e eu acho que o salmo “eu caminho pela sobra do vale da morte”, ou seja, eles mudaram de propósito. Eu não sou nenhum expert no 23o salmo. Então eu comecei a procurar o que as pessoas achavam daquilo e o quanto aquilo tinha algum significado importante para a ilha. Então sim, eu gasto algum tempo em casa pensando “o que aquilo significa?” e vou conversar bastante com Adewale ou Jorge. Ele e eu somos dois viciados em internet. Você tem que tomar cuidado. Não quer ir tão fundo nisso. Não quero que as pessoas comecem a jogar muitas teorias detalhadas e profundas sobre meu personagem para que aquilo não fique na minha mente. Mas a gente fala sobre as teorias mais amplas.
Pergunta: Você costuma entrar em salas de bate-papo fingindo ser outra pessoa?
DOMINIC MONAGHAN: eu tenho dois ou três apelidos, o que é divertido, porque obviamente tenho um conhecimento de quem está por dentro. Vejo as pessoas dizendo alguma coisa e eu acabo dizendo “Não. Na verdade isso aconteceu no episódio 1.14″ e eles dizem “Como você sabe isso?”. “Bem, eu trabalho para a ABC”.
Alexandre: Como você se sente sendo o novo badass (valentão) da TV? Afinal, você encarou o monstro enquanto todo mundo fugiu dele…
ADEWALE AKINNUOYE-AGBAJE: Eu lembro que, quando li o roteiro achei um episódio de flashback ótimo. Os escritores fizeram um trabalho fantástico combinando algumas das coisas que eu queria ver no personagem e o que eles precisavam fazer com a história, o monstro sendo uma delas. Eu lia o roteiro e não tinha idéia se o monstro ia me devorar, me matar ou se eu ficaria apenas olhando pra ele. Então fiquei muito feliz. Vou ser honesto. Foi estranho encarar o monstro e viver para contar a história.
* * *
MATTHEW FOX: Eu adoro o fato de que esse é um seriado em que você acredita que qualquer personagem pode morrer. E eu acho que Damon e Carlton criaram um mundo que é cheio de perigos, mortes, obstáculos e mistério. E nós já vimos pessoas morrerem nessa ilha. E tivemos personagens que morreram por quem a audiência não teve realmente a chance de se apaixonar. Então vai ser interessante ver se esses caras vão matar alguém que os espectadores realmente amam e em quem investiram emocionalmente. Eu acho que essa possibildade é importante para o show.
CARLTON CUSE: Sim.
MATTHEW FOX: E eu acho que Jack, como todos, é uma vítima potencial. Você precisa acreditar que a ilha é tão perigosa. Sim.
CARLTON CUSE: Eu acho que tudo que Matthew disse está certo. Se você assiste “CSI” e alguém põe uma arma na cabeça de William Pettersen, você sabe que ele não vai levar um tiro. Nós realmente sentimos que parte da vida do show vem do fato de que é possível acreditar nas apostas de vida e morte. Nós não queremos que a audiência ache que um personagem está a salvo.
DAMON LINDELOF: A realidade é que os atores da série, por causa da forma como eles foram escalados – nós escrevemos os personagens para eles. Os atores, sejam eles Matthew, Terry, Evangeline e Dominic, são contadores de histórias junto conosco. Eles entendem que quando nós decidimos matar alguém na série, é em serviço da história. Então nunca nos veremos em um cenário no qual decidiríamos matar um personagem por conta de uma negociação de contrato. Voc6e é decartável ou não. Isso não é parte dessa conversa. O que importa é pensar se é ou não é o momento de Jack morrer. Nós continuamos a operar nessa bolha. Talvesz isso seja meio inocente, mas até aqui funcionou muito bem. Então estamos tão inclinados a conversar com Matthew sobre o que é melhor para a história quanto sobre o que é melhor para Jack.
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Sobre a liderança de Jack:
MATTHEW FOX: A primeira temporada era sobre a aceitação de Jack a respeito da posição de liderança para a qual ele foi indicado ou meio que eleito e com a qual ele tenta lidar relutantemente. No final do primeiro ano, parece que ele se resignou com o fato de que esse seria seu posto e ele seguiria em frente. O ano dois é sobre o desafio de que sempre que você tem um ambiente caótico em que as pessoas são confusas, elas precisam de um líder. Elas colocam Jack ali e assim que ele toma o controle, o próximo passo dessas pessoas é trair esse poder de alguma forma e começar a conspirar contra ele de certas formas. O ano dois vai mostrar ele tentando exercitar essa posição de liderança e tendo pessoas ao ser redor o tempo todo questionando suas ações. Esse será o desafio com o qual ele vai lidar. Será uma experiência de aprendizado.
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Analisando a jornada de Kate:
EVANGELINE LILLY: Até onde vimos nos Estados Unidos, Kate gravitou mais na direção de Sawyer. Ela destruiu as pontes com Jack por conta de seus meios insidiosos e agora aquela porta se fechou. Eu acho que mesmo que ela bata, ninguém vai atender. Então ela está achando repouso em Sawyer. Eu não sei se ela realmente está apaixonada por ele ou interessada nele, mas eu acho que ela se sente ligada e atraída a ele. Eles são parecidos e com quem mais ela iria se juntar? Eles dois sempre se consideraram meio proscritos no grupo e eu não vejo ela como a enfermeira de Claire. Ela se dá bem com os rapazes, então precisa de um homem para se relacionar. Sawyer é essa pessoa no momento.
Pergunta: Não será romântico? O que você gostaria?
EVANGELINE LILLY: Eu acho que é romântico em termos daquela coisa de te manter interessado e tenso. Mas eu não acho que seja algo que vai se realizar, pelo menos nesta temporada.
* * *
Sobre os downloads dos episódios:
DOMINIC MONAGHAN: Vários amigos meus assistem [a séria] pela internet. “Ey baixei um episódio ontem” e eu fico…
ADEWALE AKINNUOYE-AGBAJE: Eles assistem antes de nós. Porque como estamos trabalhando, não conseguimos assistir alguns episódios.
DOMINIC MONAGHAN: Ultrajante. Assim que é exibido na América, a gente pode baixar.
Alexandre: O que você acha de saber que as pessoas estão baixando episódios na
internet?
DOMINIC MONAGHAN: Você quer dizer, o que eu penso legalmente?
Alexandre: Como você se sente em relação a isso?
DOMINIC MONAGHAN: Eu acho que reflete o interesse na série. É muito bom estar envolvido com algo tão bem sucedido e popular. A internet é uma fera fantástica, porque é como se fosse a matrix, um mondo dentro do nosso sobre o qual não temos controle e que se move na direção que quiser. “Lost” gera muita discussão na internet. É uma forma de partilhar a informação e é um seriado sobre o qual deve-se mesmo partilhar informação. Eu acho engraçado quando meus amigos me ligam e dizem “acabei de baixar o episódio oito ou nove” e eu digo “não me fale essas coisas, porque você não deveria fazer isso. Não é certo.”
Mas eu acho legal. Pelo menos as pessoas estão interessadas. O que é melhor do que ninguém estar baixando o seriado.’
* * *
Alexandre: Se estivessem na ilha, de que lado vocês ficariam? Jack ou Locke?
DAMON LINDELOF: Carlton e eu proprovavelmente temos respostas diferentes. Eu acho que a verdade é que depende de onde eles estão em seu caminho. No final da primeira temporada, eu, que me identifiquei com Jack desde o princípio, comecei a me identificar mais com Locke porque eu queria entrar naquela escotilha desesperadamente. E obviamente, força o antagonismo. Jack não quer abrir aquela escòtilha e há uma razão emocional para aquilo. Então, de novo, porque eu e Carlton somos produtores executivos dessa série, como Matthew falou, quando alguém está constantemente forçando você a tomar decisões: decida isso, faça isso, decida aquilo. E então eles falam “você tem certeza de que é isso que você quer fazer?” Eu me sinto mais alinhado com o sentimento de Jack como resultado do que é a história na segunda temporada… Indo na direção contrária…
CARLTON CUSE: A segunda temporada começa dentro do eixo de fé versus razão. E eu acho que essa é uma discussão constante entre Damon e eu. E os méritos de enxergar o que acontece nessa ilha de uma perspectiva de fé ou de razão. Nós estamos no coração do que questiona todas as crenças dele [Locke] a respeito da ilha e de toda a natureza da sua fé. E eu acho que usamos a série como uma forma de debater esse tópico. E é um tópico que faz parte das vidas de todos nós. O que constitue princípios e fé e quais são os valores de ter esses princípios. Damon e eu temos esse debate o tempo todo e ficamos interpretando esses dois personagens.
Primeirona? Yay me
Bom, eu sou uma herege maldita, por que eu tou literalmente andando pro Oscar (cansei de besteira da academia) e ainda não vi Lost. Não tou nem curiosa pra ver… (mentira da braba XD)
Como a pirataria aqui é institucionalizada, eu vou esperar as caixas saírem pra ver…
Adorei o Oscar de melhor filme para Crash. Aliás, se existisse uma categoria para “Ensemble Performance” tipo a do Globo de Ouro mas para filmes, o elenco de Crash com certeza mereceria as estatuetas. Aliás, assisti a Syriana este fim de semana e também achei ótimo.
Nos comentários do radar pop 19 eu já tinha cantado a bola que o Crash era o melhor dos 5 filmes
Eu ainda estou esperando receber meus DVD’s dos Simpsons, o que houve? o.o”
Nicole, sentimos sua falta
aaaAAAAAAH!
achei que o Cris e o Maron tinham sido seqüestrados pelo “outros”, e por falar em lost, Marlon vc venceu…
Já tinha, como posso dizer…
A primeira temporada no micro, vi o piloto achei legal mas nada demais, resolvi ver no dvd player de dvix com legendaZ. Vc e o resto do planeta estavam com razão!
A seria é f&*@!
Já vi ate o 15º de segunda temporada.
Vi tb que o Cris ta afim de comprar mac-intel, bem sou usuário de mac desde 98, já foi mais difícil, mas dependendo pra que quer não tem muita coisa como jogos, programas como pra windows. Existe um virtual pc que antes tinha que simula a plataforma x86 em mac, nunca usei pq todos os principais programa ( Office, Adobe, Macromedia), tem pras duas plataformas e tem compatibilidade perfeita, agora não sei como vai ser o virtual pc pro mac intel, já que a base é pra um processador de uma plataforma x86.
Juro que não sei, só sei ligo funciona diretinho e tal, certamente vou mudar o ppc por um mac intel, mas pra comprar aqui no Brasil, vc vai te que vender o carro, a casa a família alem das joias pra compra os periféricos, pois a taxação é só entre 25% e 33%, fora o lucro que a empresa que revende tem que ter.
valeu, muito bom ter vcs de volta.
Vi meu primeiro videocast hoje. O de vcs vai sair algum dia? (Promessa é um problema, né?)
Inté!
[...] Outros atores da série (que não moram nos EUA) já declararam que baixam episódios da série no dia seguinte da exibição nos EUA. COMPRASInformxC3xA1tica: Unidade de Disco Rígido HDD 80GB IDE Ultra DMA 133 – 7200 RPMSamsung [...]